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quarta-feira, 29 de agosto de 2012

Ara Ketu


 

O Bloco-afro Ara Ketu ou Povo de Ketu fundado em 8 de março de 1989 por moradores do subúrbio ferroviário de Periperi de Salvador na Bahia foi um dos primeiros blocos a mudar de estilo musical saindo da estética afro para o ritmos mestiços como o Pagode e o Axé no ano de 1990. Teve seu grande auge na dácada de 90, com sucessos como as músicas pipoca, mal acostumado e sempre será. Hoje, o Ara Ketu é um grupo de reconhecimento mundial. Mas isso não traz acomodação. Pelo contrário, cada vez mais propõe novos desafios, revitalizando a tradição e levando a música negra para novas direções. Sem dúvidas, é uma marca afro de muita cultura, que faz a diferença na vida dos baianos e turistas que convivem com as expressões artísticas da banda, trazendo para nós um sentimento de alegria e orgulho em relação às nossas origens africanas.

Maria Eduarda Pagliarini e Victoria Brito – Grupo 4

Caçados


Caçados


Sinopse:
Uma família resolve viajar para África. Lá eles resolvem fazer um safári em uma reserva. Com isso viajam apenas os dois filhos e a madrasta deles, a nova esposa de seu pai. Porem o guia decide levá-los por um caminho alternativo. Eles param ao chegar a um Rio. Porem um grupo de leões os ataca e mata o guia. E apartir daí os leões passam a perseguir eles.
E a relação disso com a África é que o filme se passa em uma reserva natural da África e mostram os hábitos dos leões, animais muito conhecidos na África.


 João Victor Gonzalez 
 


segunda-feira, 20 de agosto de 2012

Relação histórica


Relação histórica e atual entre o Brasil e a África

A África sempre teve uma relação com o Brasil pois a maioria dos negros encontrados lá vinham para o  nosso país para ser escravo.A relação foi muito intensa pois trouxe para esse país(Brasil) vários costumes e religiões que criaram a diversa cultura brasileira. Hoje no Brasil está espalhado pelos quatro quantos desse enorme país os habitantes do continente africano e os seus habitos até no dicionário encontramos palavras originadas na África que foi trazida para o Brasil junto com os Àfricanos. Depois de tanto tempo a relação entre o Brasil e o continente africano continua não mais por conta da exploração de escravos. No continente americano (América do Sul), o Brasil é um dos países que estão dando maior apoio ao continente africano, criando várias parcerias em diferentes campos [...]. Essas parcerias estão nas áreas da Agricultura, Política, Saúde, Cultura, Educação, Esportes, etc. Por isso podemos afirmar que a relação de cooperação entre Brasil e África é muito boa, pois é um processo que tem se desenvolvido muito bem entre os governosdas duas partes.
Entre todas os estados brasileiros a que mais os costumes africanos marcaram foi o estado da Bahia onde tinha um forte de onde chegava vários escravos trazidos da Àfrica para trabalhar. Por isso podemos afirmar que até hoje (século XXI) a bahia está sendo o estado mais exemplar para citar a relação entre Brasil e àfrica.

Importancia dos museus


Importancia dos museus Afro-Brasileiros

Os museus de Salvador e de São Paulo  assim como nas casas do Benin e de Angola são muito importantes para a sociedade. Esses museus mostram artes da cultira afro que está inclusa na cultura brasileira. Vários descendentes de africanos que moram agira no Brasil executam essa arte para mostrar mais as pessoas que na África não tem apenas fome, mizeria e doenças. esses artistas expressam suas artes mostrando as belezas da África eretratando também as suas religiões que são diversas.
Um exemplo é o artista Carybé que sempre retrata a África através de pinturas e artes plásticas como é o caso dessa obra criado por ele.

A exposição apresenta fotos de pinturas, desenhos, esculturas, ilustrações e esboços que marcaram a arte brasileira do século XX e a trajetória deste artista que viveu parte de sua vida na cidade de São Salvador, Bahia. A arquitetura, o negro, as yalorixás, os orixás. A ele são creditadas as principais representações simbólicas e míticas do universo africano da Bahia, resultado de sua vivência e dedicação à terra que adotou. Carybé morreu no dia 2 de outubro de 1997, em Salvador.


Dia da Consciência negra


Dia da Consciência negra (20 de novembro)

A lei 10.639, de 9 de janeiro de 2003, incluiu o dia 20 de novembro no calendário escolar, data em que comemoramos o Dia Nacional da Consciência Negra. A mesma lei também tornou obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Nas escolas as aulas sobre os temas: História da África e dos africanos, luta dos negros no Brasil, cultura negra brasileira e o negro na formação da sociedade nacional, propiciarão o resgate das contribuições dos povos negros nas áreas social, econômica e política ao longo da história do país.
Nas cidades do Rio de Janeiro em são paulo nesse dia fica sendo feriado; já em Salvador cidade que habita mais negros, costumes e etnias afro-brasileiras não tem feriado. O que vendo por esse lado é um absurdo pois pelo menos na primeira capital do Brasil poderia existir o feriado nesse dia. 

África: Continente foi o menos beneficiado com a globalização




África: Continente foi o menos beneficiado com a globalização




A África é hoje um continente pouco urbanizado, a alimentação se baseia predominantemente no extrativismo vegetal e na caça, e a população rural vive em habitações de barro e palha. Conservam-se tradições primitivas e, embora islamismo, catolicismo e protestantismo estejam presentes entre a população, o espírito de milhões de africanos é fortemente guiado pelo animismo.

Todos os países possuem graves problemas sociais básicos como alimentação, saúde, moradia e educação, a maioria sem perspectivas de solução a curto e médio prazos. O que a globalização tem a ver com o continente africano?

O processo de globalização que hoje domina o cenário da economia internacional caracteriza-se pelo investimento dos grandes capitais em países de economia emergente, onde a possibilidade de lucro mostra-se maior. No entanto, nem todas as economias nacionais são alvo de interesse por parte dos principais investidores.

Nesse contexto, encaixa-se a maior parte dos países africanos, que está à margem desse processo. Atualmente, o capital disponível para investimento tem como preferência a América Latina, os países do Leste Europeu e asiáticos. Isso é um problema para a África, pois, sem esse capital, dificilmente se desenvolverá, devido à precariedade estrutural em que se encontra. Do ponto de vista histórico, a vinculação africana ao mercado internacional foi desastrosa e desorganizadora da economia tribal, já que a relação dos países economicamente hegemônicos com o continente sempre foi exploradora e predatória. Durante o mercantilismo, o principal papel desempenhado pela África em relação ao mercado mundial foi o de fornecedor de mão-de-obra para o sistema escravocrata.

Na fase contemporânea da história, o interesse europeu volta-se para a expansão capitalista na forma de um neocolonialismo que submeterá o continente aos interesses exploratórios de recursos naturais e de mercado.

Quando o colonialismo termina, a independência pouco altera a situação da população, uma vez que a maior parte dos Estados Nacionais é opressora e perdulária, dominada seja por civis, seja por militares. Além disso, os constantes conflitos étnicos colaboram para agravar a situação, gerando gastos e instabilidade política que retardam ainda mais o desenvolvimento. Os efeitos de quase cinco séculos de exploração e estagnação justificam o isolamento africano. A defasagem de seu desenvolvimento social e econômico é imensa, inviabilizando sua inserção no processo de globalização.

É uma pena como um continente tão rico tanto em cultura quanto em recursos naturais esteja sofrendo com as conseqüências da inevitável globalização. Parte da culpa dessa situação está na população mundial que ainda vê a África como um lugar onde só há pobreza, doenças e miséria.

KIZOMBA


KIZOMBA



Kizomba é um género musical e de dança originário de Angola, erradamente confundido com o Zouk, devido ao ritmo ser muito semelhante. Em Portugal a palavra "kizomba" é usada para qualquer tipo de música derivada do zouk, mesmo que não seja de origem angolana.
Nos anos 50/60 em Angola dançava-se nas grandes farras, conhecidas por "kizombadas" muitos estilos musicais tipicamente angolanos, como o Merengue angolano o Semba a Maringa e o Caduque (que deu origem à Rebita). O Kizomba, como dança, tem origem exactamente nessas farras, com dançarinos de renome como Mateus Pele do Zangado, João Cometa e Joana Perna Mbunco ou Jack Rumba que eram os mais conhecidos e escreviam no chão, as passadas notórias dos seus estilos de exibição ao ritmo do Semba. Estas passadas, evoluíram com o tempo para um estilo mais lento acompanhando também um ritmo menos corrido do Semba, já típico na década de 70 e conhecido por Semba lento, um ritmo menos tradicional mas mais do agrado dos jovens, tornando-se uma mescla de ritmos e de sabores, uma dança plena de calor e de sensualidade que propicia uma verdadeira cumplicidade e empatia entre os pares. Este estilo começou a evoluir entre 1980 e 1981 com grupos como Os Fachos, um grupo ligado às FAPLA e liderados por Abel da Samba e os Afro Sond Star que misturavam o Semba lento com a Kilapanda levando ao aparecimento do ritmo conhecido por Kizomba.
O termo Kizomba surge também ligado ao estilo em 1981, através do "Bibi o rei da passada", percussionista dos SOS, um grupo que juntando outros estilos, como o Merengue angolano, aos ritmos desenvolvidos pelos outros grupos contemporâneos, desenvolveram uma sonoridade mais apetecível e dançante que começou a circular pelas farras angolanas. Um dos membros deste grupo era Eduardo Paim que, após a dissolução dos SOS, se mudou para Portugal levando com ele o ritmo Kizomba, que começou a granjear adeptos em terras Lusas mas erradamente confundido com uma variante do Zouk.
Kizomba também pode significar festa do povo, tendo o nome origem nas danças dos negros que resistiram à escravidão. Era congregação, confraternização, resistência. Um chamado à luta por liberdade e por justiça. Kizomba era festa e resistência cultural de um povo. Era a exaltação da vida e da liberdade. É de notar que esta interpretação da palavra kizomba e da sua origem no kimbundo é relatada já em 1894 no Bulletin of the American Geographical Society of New York.

quinta-feira, 2 de agosto de 2012

Zumbi dos Palmares


Zumbi dos Palmares


Zumbi dos Palmares nasceu no estado de Alagoas no ano de 1655. Foi um dos principais representantes da resistência negra à escravidão na época do Brasil Colonial. Foi líder do Quilombo dos Palmares, comunidade livre formada por escravos fugitivos das fazendas. O Quilombo dos Palmares estava localizado na região da Serra da Barriga, que, atualmente, faz parte do município de União dos Palmares (Alagoas). Na época em que Zumbi era líder, o Quilombo dos Palmares alcançou uma população de aproximadamente trinta mil habitantes. Nos quilombos, os negros viviam livres, de acordo com sua cultura, produzindo tudo o que precisavam para viver.
Embora tenha nascido livre, foi capturado quando tinha por volta de sete anos de idade. Entregue a um padre católico, recebeu o batismo e ganhou o nome de Francisco. Aprendeu a língua portuguesa e a religião católica, chegando a ajudar o padre na celebração da missa. Porém, aos 15 anos de idade, voltou para viver no quilombo.

No ano de 1675, o quilombo é atacado por soldados portugueses. Zumbi ajuda na defesa e destaca-se como um grande guerreiro. Após um batalha sangrenta, os soldados portugueses são obrigados a retirar-se para a cidade de Recife. Três anos após, o governador da província de Pernambuco aproxima-se do líder Ganga Zumba para tentar um acordo, Zumbi coloca-se contra o acordo, pois não admitia a liberdade dos quilombolas, enquanto os negros das fazendas continuariam aprisionados.

Em 1680, com 25 anos de idade, Zumbi torna-se líder do quilombo dos Palmares, comandando a resistência contra as topas do governo. Durante seu “governo” a comunidade cresce e se fortalece, obtendo várias vitórias contra os soldados portugueses. O líder Zumbi mostra grande habilidade no planejamento e organização do quilombo, além de coragem e conhecimentos militares.

O bandeiranteas Domingos Jorge Velho organiza, no ano de 1694, um grande ataque ao Quilombo dos Palmares. Após uma intensa batalha, Macaco, a sede do quilombo, é totalmente destruída. Ferido, Zumbi consegue fugir, porém é traído por um antigo companheiro e entregue as tropas do bandeirante. Aos 40 anos de idade, foi degolado em 20 de novembro de 1695.

Zumbi é considerado um dos grandes líderes de nossa história. Símbolo da resistência e luta contra a escravidão, lutou pela liberdade de culto, religião e pratica da cultura africana no Brasil colonial. O dia de sua morte, 20 de novembro, é lembrado e comemorado em todo o território nacional como o Dia da Consciência Negra.

Na data em que a população comemora a saga de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta dos negros brasileiros, o 20 de novembro, ainda dividem opiniões. Uns acham que é um momento de reflexão do nosso papel na construção de uma sociedade democrática, outros acham que interferirá no trabalho de conscientização que tem sido realizado nas escolas e em outros espaços durante a data. E até hoje isso é discutido, até porque Salvador é que é a cidade mais negra fora da África. Na data em que a população comemora a saga de Zumbi dos Palmares, símbolo da luta dos negros brasileiros, o 20 de novembro, ainda dividem opiniões. Uns acham que é um momento de reflexão do nosso papel na construção de uma sociedade democrática, outros acham que interferirá no trabalho de conscientização que tem sido realizado nas escolas e em outros espaços durante a data. E até hoje isso é discutido, até porque Salvador é que é a cidade mais negra fora da África.


Lucas Fraife e Lissandra Luna



Revolta do Malês

A chamada Revolta do Malês (1835) ocorreu na cidade do Salvador, capital da então Província da Bahia, no Brasil.

Consistiu numa sublevação de escravos africanos islamizados (malês), organizados em torno de propostas radicais para libertação dos demais escravos africanos.
Foi rápida e duramente reprimida pelos poderes constituídos.

A situação dos negros em Salvador era peculiar. Muitos deles, cerca de metade da população da cidade, exerciam pequenos ofícios rentáveis: eram alfaiates, carpinteiros, vendedores ambulantes, acendedores de lampião. Esses trabalhadores deviam parte de seus ganhos a seus senhores e chegavam, em alguns casos, a comprar a liberdade. Entretanto, mesmo libertos, os negros eram tratados com desprezo e não tinham qualquer possibilidade de ascensão social. Esta situação levou-os a se revoltarem contra os dominadores brancos e seus subordinados mulatos. A mais importante dessas revoltas ocorreu em janeiro de 1835.
Organizada por africanos de formação muçulmana, o malês, a rebelião foi dizimada pelas tropas do governo, com o apoio das classes dominantes baianas. Muitos negros foram presos, torturados e mortos. Foram proibidos de circular à noite pelas ruas da capital e de praticar suas cerimônias religiosas típicas. 

No confronto morreram sete integrantes das tropas oficiais e setenta do lado dos negros. Duzentos escravos foram levados aos tribunais. Suas condenações variaram entre a pena de morte, os trabalhos forçados, o degredo e os açoites, mas todos foram barbaramente torturados, alguns até a morte. Mais de quinhentos africanos foram expulsos do Brasil e levados de volta à África. Apesar de massacrada, a Revolta dos Malês serviu para demonstrar às autoridades e às elites o potencial de contestação e rebelião que envolvia a manutenção do regime escravocrata, ameaça que esteve sempre presente durante todo o Período Regencial e se estendeu pelo Governo pessoal de Dom Pedro II. 


Lissandra Luna e Lucas Fraife

Recôncavo baiano



 O recôncavo baiano

  O recôncavo baiano foi concretiza de extrema importância para a comunidade afro-brasileira, pois recebeu os primeiro negros e assim eles se espalharam pelas suas principais cidades: Santo Antônio de Jesus, Candeias, São Francisco do Conde, Madre de Deus, Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, Maragojipe e Cruz das Almas. E por elas surgiram as suas principais manifestações culturais ,e que ate hoje essas cidades são palcos de importantes manifestações culturais.
   Com um grande numero de africanos presos às terras brasileiras, os africanos foram obrigados a fixar suas raízes em nossas terras. Desse modo criaram quilombos,se juntaram,e fixaram mas ainda a sua cultura em terra brasileiras.Pois apesar de não terem conseguido preservar grande parte da sua herança, os africanos conseguiram exercer influência no meio cultural em que se concentraram.
   Mesmo com foco no Recôncavo Bahia não pode esquecer-nos de Cachoeira uma cidade que preserva um dos melhores patrimônios históricos do Recôncavo Baiano e também celebra a cultura africana com festas folclóricas e religiosas. Depois da capital, é a cidade baiana que reúne o mais importante acervo arquitetônico no estilo barroco.
  O recôncavo baiano foi concretiza de extrema importância para a comunidade afro-brasileira, pois recebeu os primeiro negros e assim eles se espalharam pelas suas principais cidades: Santo Antônio de Jesus, Candeias, São Francisco do Conde, Madre de Deus, Santo Amaro, Cachoeira, São Félix, Maragojipe e Cruz das Almas. E por elas surgiram as suas principais manifestações culturais ,e que ate hoje essas cidades são palcos de importantes manifestações culturais.
   Com um grande numero de africanos presos às terras brasileiras, os africanos foram obrigados a fixar suas raízes em nossas terras. Desse modo criaram quilombos,se juntaram,e fixaram mas ainda a sua cultura em terra brasileiras.Pois apesar de não terem conseguido preservar grande parte da sua herança, os africanos conseguiram exercer influência no meio cultural em que se concentraram.
   Mesmo com foco no Recôncavo Bahia não pode esquecer-nos de Cachoeira uma cidade que preserva um dos melhores patrimônios históricos do Recôncavo Baiano e também celebra a cultura africana com festas folclóricas e religiosas. Depois da capital, é a cidade baiana que reúne o mais importante acervo arquitetônico no estilo barroco.

Foto da cidade de Cachoeira, foco da arquitetura barroca herança da cultura afro-brasileira.
Mas também para completar de falar da importância do recôncavo baiano para a cultura afro-brasileira temos de falar de São Felix uma cidade Surgida durante a expansão da cana-de-açúcar, a cidade possui uma história profundamente ligada aos valores culturais baianos e também é conhecida por ter se destacado durante as lutas e mobilização social para a Independência da Bahia.




Cidade de São Felix, palco de grandes batalhas, por liberdade.


Nicolau Eloy







quarta-feira, 1 de agosto de 2012

Uma aventura na África



Uma aventura na África



Sinopse

 Na pequena aldeia de Kung Du, situada na África Oriental Alemã, Rose Sayer é uma mulher solteira que vive com o irmão, o missionário Rev. Samuel.  Nos serviços dominicais, enquanto ele prega a palavra de Deus para os nativos, ela toca órgão.


Certo dia, em mais uma de suas paradas de rotina, chega ao local o "African Queen", um pequeno barco a vapor de pouco mais de 3 metros de comprimento, conduzido por seu proprietário, Charlie Allnut, um beberrão que faz transporte da correspondência e de suprimentos para a região.  Charlie comenta que uma guerra de grandes proporções eclodiu, envolvendo principalmente a Alemanha, a Inglaterra e a França e, por conseqüência, eles não se acham em segurança por estarem numa região dominada por alemães.



Pouco depois que o "African Queen" deixa a aldeia, um pelotão de soldados alemães chega ao local e ateia fogo nas cabanas dos nativos.  O missionário e sua irmã saem ilesos, mas o Rev. Samuel, abatido, não consegue viver por muito tempo.  Ele morre na manhã em que Charlie retorna à aldeia.  Ao tomar conhecimento do ocorrido, ele ajuda Rose a enterrar o irmão e, em seguida, a convida para fugir no "African Queen", enquanto ainda há tempo.  Sem alternativas, Rose embarca na pequena embarcação, numa aventura imprevisível.  Na opinião dela, o único meio para retornar à Inglaterra e ajudar no esforço de guerra, é enfrentar as traiçoeiras corredeiras dos rios Ulanga e Bora, a fim de alcançar o grande lago da África 



QUILOMBO DO URUBU






QUILOMBO DO URUBU 





No meio da Mata Escura, um imenso trecho da Mata Atlântica, bem longe de onde ficava a cidade do Salvador, num local de difícil acesso, havia uma grande comunidade de africanos nagôs fugidos do cativeiro, que florescia nesse local bucólico onde existe uma lagoa, a lagoa do Urubu, que os abastecia de peixes. A comunidade vivia quase às margens dessa lagoa.

Era um quilombo que já existia há algum tempo onde as pessoas viviam da agricultura, da pesca e dos frutos abundantes da região. Era uma região cheia de mananciais e rios.

Como o local era distante e bastante escondido, a comunidade tinha pouco contato com a cidade, propositalmente por causa dos perigos de serem descobertos. Só alguns mensageiros iam e vinham para saberem das notícias da cidade, deixando os quilombolas sempre a par das movimentações.

Salvador ficava bem distante, ocupando em sua maior parte a faixa litorânea. Os quilombolas do Urubu possuíam uma extensa área onde percorriam para caçar e coletar as frutas da região. Essa área ia até a região do Parque de São Bartolomeu com seus rios, cascatas e tinham acesso também à região de Cajazeiras, áreas que nessa época formavam a Mata Atlântica.

No Urubu havia uma mulher de prenome Zeferina, uma das lideranças do quilombo. Ela era uma guerreira e respeitada por todos.

Esses quilombolas, muito embora vivessem em paz, nutriam imenso rancor com relação aos senhores de escravos, pois sentiam o perigo e tinham conhecimento de que em Salvador outros africanos de diversas etnias, há muito tempo planejavam a tomada da cidade.

Com o crescimento da cidade do Salvador, já se podia sentir uma proximidade de pessoas que se ocupavam de terras da vizinhança e gradativamente tirando a privacidade do quilombo.

Uma revolta foi iniciada no dia 17 de dezembro de 1826, depois que alguns negros foram flagrados na noite do dia 16 por uma família de lavradores, roubando farinha de mandioca e carne seca para o quilombo.

Essa revolta foi planejada nas matas das Cajazeiras por negros que temiam ser denunciados pelos lavradores que os surpreenderam. Assim as testemunhas foram atacadas, inclusive uma menina mulata de 7 ou 8 anos chamada Brízida, que resultou mortalmente ferida. A partir daí, os quilombolas continuaram assaltando diversas casas das redondezas e levando os produtos dos furtos para o Urubu.

Com isso iniciou-se a revolta quando os capitães-do-mato tentaram surpreender os negros nas matas do Urubu. Cerca de 50 negros e algumas mulheres participaram da revolta em defesa da comunidade armados com facas, arcos e flechas, espingardas, facões e lançando o grito de guerra: “morra branco e viva negro”. Zeferina, destemidamente enfrentava os soldados de arco e flecha.

Três capitães-do-mato foram mortos e tiveram os seus corpos brutalmente mutilados. Um desses homens era um ex-escravo cabra e outros três (dois deles crioulos) saíram gravemente feridos. Puseram-se em fuga e no caminho encontraram um piquete com 12 soldados da polícia vindos de Salvador para sufocar a revolta. A esses se juntaram mais 25 homens das milícias de Pirajá para atacar Urubu.

As forças do governo fizeram alguns prisioneiros, mataram três homens e uma mulher. Os restantes dos quilombolas se refugiaram nas matas. Uma força de 200 homens chegou da cidade, mas a revolta já havia sido sufocada. Conseguiram prender mais um homem que encontraram de ceroulas e com um profundo ferimento e acharam cinco cadáveres de quilombolas. Essa força teria vindo confiada nos rumores de que a revolta seria maior.

Zeferina enfrentou bravamente as forças policiais além de encorajar os seus guerreiros, tendo sido presa com muita dificuldade pela milícia de Pirajá.

Sufocada a revolta do Urubu, Zeferina foi humilhada, amarrada e desfilou dessa maneira até a Praça da Sé, com requintes de ódio e racismo por parte da população branca. Tanto Antônio como Zeferina foram condenados aos trabalhos forçados. Cerca de dez negros foram acusados pela polícia, sendo seis escravos e quatro libertos. Desses alguns foram devolvidos, uns tiveram destinações desconhecidas e dois morreram na prisão.

Segundo declarações da própria Zeferina, a intenção real dos quilombolas era aguardar na véspera de Natal, a chegada de mais escravos provenientes de Salvador para se reunirem no Urubu com o intuito de atacarem a cidade matando todos os brancos e adquirirem com isso a liberdade de todos os negros. Mas essa revolta foi abreviada após o episódio do flagrante da noite do dia 16.

Infelizmente, do Quilombo do Urubu resta apenas a bela lagoa, a lagoa do Urubu (no local hoje conhecido como Brasilgás) .

segunda-feira, 21 de maio de 2012

                   O início de tudo

  
Para começar precisamos explicar porque África? Dentre tantos continentes porque logo a África? Pelo simples motivo que a África foi o início de tudo, o berço da humanidade. No continente Africano é onde foram achados os vestígios do primeiro homem da história. Esse blog tem como objetivo mostrar o continente que ninguém conhece profundamente e desmistificar o conceito que a África só tem miséria, pobreza, tristeza etc.
         O continente Africano é um misto de culturas, credos, crenças, raças, curiosidades etc. Este povo ainda está diretamente ligado com a colonização do Brasil. A mão de obra escrava utilizada aqui por muito tempo fez com que a cultura Africana criasse raízes no Brasil. A capoeira, o samba, o candomblé, são algumas das expressões culturais deixadas pelos escravos no nosso país.

O continente africano foi ainda de grande influência para o Brasil, e principalmente para a Bahia. Dentre os costumes comuns entre Bahia e África está a celebração das festas do Senhor do Bonfim e de Cosme e Damião. O acarajé, quitutes típicos da culinária baiana, foi herança dos povos africanos denominados como Beninenses. Alguns africanos que trabalharam no Recôncavo baiano voltaram ao seu continente levando a arquitetura portuguesa com eles.

         Apesar de a África contribuir com grande parte da nossa cultura, rastros da escravidão naquele tempo foram herdados juntamente. Podemos perceber que o negro sofre dificuldade no que se refere à procura de trabalho, aceitação em escolas, e a aceitação da sociedade em geral. Por muitos o negro ainda é visto como um ser inferior, mas nem por todos isso passa despercebido.
         Para tentar acabar com o preconceito e fazer com que todos reconheçam melhor suas origens o congresso nacional sancionou a lei 10. 639/2003 dizendo que: nos estabelecimentos de ensino fundamental e médio, oficiais e particulares, torna-se obrigatório o ensino sobre História e Cultura Afro-Brasileira. Essa lei tem o objetivo de dar a todos inclusive nós donos desse blog uma chance de conhecer melhor a verdadeira África.

Instrumento de tortura usado nos escravos:

 Tronco foi o nome dado a um instrumento de tortura e humilhação, com função semelhante à do pelourinho. Em termos gerais, era constituído por uma estrutura de madeira com buracos e quase sempre correntes, onde os membros dos supliciados eram presos. Geralmente era colocado num local onde o castigo pudesse ser visto por outros, a título de exemplo. Foi usado na Europa e nos Estados Unidos até ao século XIX.
 No Brasil, com o intuito de castigar os escravos, havia uma variante do tronco onde os indivíduos eram chicoteados, também como exemplo.
 Qualquer ato de desobediência ou falha no cumprimento das tarefas era suficiente para que o escravo sofresse maus tratos, que iam desde xingamentos, bofetões e pontapés até a morte por açoite. Os escravos presos no tronco também estavam sujeitos a levar palmadas e surras com cordas e barras de ferro.
 Um dos materiais de tortura mais usados depois do tronco era o viramundo(onde se prendiam os pés e as mãos dos escravos que ficavam presos lá por vários dias, para servir de exemplos para outros escravos). Dizia-se, à época, que os negros deviam ser tratados com os três "P": Pano, pão e pau. Assim, apesar da obrigação de vestir e alimentar os escravos, seus donos tinha pleno direito de castigá-los. Muitos escravos, devido ao excesso de maus tratos, sofriam de Banzo - nome dado para quando os escravos sofriam de uma saudade insuportável de sua terra e de sua liberdade. Segundo a lenda dos negros, morrer era a única forma de voltar à África

Fim do tráfico negreiro:


 O tratado de 1826 causou grande indignação no Brasil escravocrata. O deputado Cunha Matos, de Goiás, foi a plenário deplorar que o país tivesse sido "forçado, obrigado, submetido e compelido pelo governo britânico a assinar uma convenção onerosa e degradante sobre assuntos internos, domésticos e nacionais". Contudo, os escravos continuaram a chegar ao país -- e em números cada vez maiores: 30 mil em 1827, 38 mil em 1828 e 45 mil no ano seguinte.
 Em novembro de 1831, o padre Diogo Feijó, ministro da Justiça durante a Regência Trina, assinou uma lei decretando que "todos os escravos que entrarem no território ou portos do Brasil vindos de fora ficam livres". Mas em 1838 foram trazidos mais de 40 mil. Em 1843, o número chegou a 64 mil e nenhum deles ficou livre, é evidente. Explica-se: a p regência aumentara muito o poder dos juízes locais. Vários deles eram donos de fazendas e de es­cravos. Os que não erram, passaram a cobrar 10,8% do valor de cada africano desembarcado para fazer vista grossa. Os poucos juízes que tentaram impor a lei foram ameaçados de morte -como os juízes italianos que enfrentariam a ráfia e os magistrados colombianos inimigos do narcotráfico.
 Em 1842, o desrespeito à lei era tal que o dramaturgo Martins Pena incluiu em uma de suas peças a fala: "Há por aí uma costa tão larga e autoridades tão condescendentes..." Os escravos já não desembarcavam no Rio de Janeiro, nem iam direto para a alfândega, nem, após a quarentena na ilha de Jesus, para os mercados da rua do Valongo. Os novos portos da costa tão eram na ilha Grande, em Sernampetiba e Marambaia. Os negros eram desembarcados na praia e trocados no ato por sacas de café.
 Os traficantes criaram também uma companhia de seguros, que cobrava 10% do valor da carga e, no caso de apreensão do navio por cruzadores ingleses, pagava metade de seu valor total. A proibição fizera o preço dos escravos despencar quarta parte em Cabinda e Benguela. No Brasil, por outro lado, o boom do café (a partir de 1845) quintuplicara o valor das "peças". Assim, os negreiros passaram a entupir seus navios com uma quantidade brutal de negros. As descrições do interior dos barcos - muito propriamente apelida dos "tumbeiros" - suplanta qualquer horror imaginável. Houve - e ainda há - quem preferisse culpar por esses abusos as instituições humanitárias e os "malditos ingleses".
 Os "malditos ingleses" não podiam diminuir as costas largas do Brasil, mas podiam reduzir a "condescendência". Foi ó que fizeram. Depois que o diplomata lorde Brougham enviou uma car­ta para Londres dizendo que "a história toda da deste humana não apresenta passagem que possa rivalizar" com o desrespeito lei contra a escravidão no Brasil, foi assinado, em 9 de agosto de 1845, o famigerado "Bill Aberdeen" -um ato unilateral que permitia aos britânicos abordar e inspecionar qualquer navio brasileiro em qualquer oceano. Ainda assim, se de 1841 a 45 entraram ilegalmente no Brasil 97.742 regos, de 45 a 51 esse número chegaria a 243.496.
 Porém, em 4 de setembro de 1850 o então 'ministro da Justiça, Eusébio de Queirós, assinou uma lei rígida que, enfim, foi cumprida. (em 1851, só 700 escravos entraram no país). Queirós lamentaria a própria atitude: para ele, como toda a nação praticava o tráfico, co, era "impossível que fosse um crime e haveria temeridade em chamá-lo de erro". De qualquer forma, após meio século de luta, o tráfico findara. Mas ainda havia 1,5 milhão de cativos no Brasil. Para libertá-los, iniciou-se vigorosa abolicionista na qual se destacaram Patrocínio e Nabuco. 

A dura jornada da vida:

 Desde o período pré-colonial, a raça negra tem sido símbolo de inferioridade, e vem sendo até hoje alvo de racismo. Acontece que na geração atual, diferentemente dos escravos maltratados e entregues à miséria, os negros têm deixado os preconceitos de lado e estão se destacando em ramos como música, arte, teatro, cinema, dentre outros.
 Desde que eram escravos, os “afro-brasileiros” já possuíam uma infinidade de aspectos, como a religião, arte e cultura. O livro “Uma história da cultura afro-brasileira” compõe um vasto quadro de referências sobre a história, a geografia e a cultura da África, sobre o tráfico de escravos e sobre suas condições de vida no Brasil. O legado deixado por eles na alma brasileira se estende da culinária às artes, do sincretismo das práticas religiosas, ao vocabulário do idioma nacional, da submissão humilhante às lutas por transformações sociais. Além de oferecer recursos para o entendimento da importância da cultura africana na construção da nossa identidade, o livro estimula o prazer da leitura: suas qualidades estilísticas também despertam o interesse e a atenção, além de facilitar a fluidez no diálogo com o leitor. Pela riqueza do conteúdo, este livro é um convite à reflexão as nossas concepções nos dias atuais, sobre as formas do nosso imaginário e sobre o incontestável valor da liberdade.
 Os povos africanos que foram escravizados no Brasil trouxeram um imenso repertório de saberes, de técnicas de cultivo, criação de animais, mineração, navegação, religiosidade, filosofia, música, dança, dentre muitos outros fatores. A interação entre estes povos, vindos de diferentes regiões e grupos étnicos do continente africano, construiu ao longo de séculos um novo cenário cultural nas Américas. Ao mesmo tempo também estavam em curso interações, disputas e trocas entre tradições africanas, portuguesas e indígenas. O encontro, nem sempre amistoso, entre esses diferentes povos fez nascer uma cultura original e diversificada: a cultura afro-brasileira. Muito do que hoje nos define como brasileiros é fruto desta criação cultural, na qual os africanos e seus descendentes foram protagonistas importantes. É sobre a formação dessa cultura que é retratado no livro.
 Denomina-se nos dicionários como “tráfico negreiro”, o transporte forçado de escravos para as Américas e para outras colônias de países europeus, durante o período colonialista. O tráfico negreiro no Brasil perdurou do século XVI ao XIX, e trouxe para o Brasil quase 40% do total de africanos transportados. Isto resultou atualmente para o nosso país, uma grande parte de população negra, assim como juntamente os seus costumes e tradições. Mas de que serviram tantos anos de sofrimento no passado, nos dolorosos porões de navios negreiros, para continuar passando por humilhações pela sociedade de hoje? Essa é uma dura realidade que a raça negra enfrenta como não bastassem as lágrimas derramadas por seus antepassados.
 O autor de “Uma história da cultura afro-brasileira” ressalta com realidade as duras jornadas sofridas pelos escravos no período colonial. O primeiro capítulo apresenta uma bela introdução representando um pouco da história da população africana, que pode ser vista em parte até os dias atuais.



História do Dia Nacional da Consciência Negra:

Esta data foi estabelecida pelo projeto lei número 10.639, no dia 9 de janeiro de 2003. Foi escolhida a data de 20 de novembro, pois foi neste dia, no ano de 1695, que morreu Zumbi, líder do Quilombo dos Palmares.
A homenagem a Zumbi foi mais do que justa, pois este personagem histórico representou a luta do negro contra a escravidão, no período do Brasil Colonial. Ele morreu em combate, defendendo seu povo e sua comunidade. Os quilombos representavam uma resistência ao sistema escravista e também um forma coletiva de manutenção da cultura africana aqui no Brasil. Zumbi lutou até a morte por esta cultura e pela liberdade do seu povo.

Importância da Data:
A criação desta data foi importante, pois serve como um momento de conscientização e reflexão sobre a importância da cultura e do povo africano na formação da cultura nacional. Os negros africanos colaboraram muito, durante nossa história, nos aspectos políticos, sociais, gastronômicos e religiosos de nosso país. É um dia que devemos comemorar nas escolas, nos espaços culturais e em outros locais, valorizando a cultura afro-brasileira. A abolição da escravatura, de forma oficial, só veio em 1888. Porém, os negros sempre resistiram e lutaram contra a opressão e as injustiças advindas da escravidão.Vale dizer também que sempre ocorreu uma valorização dos personagens históricos de cor branca. Como se a história do Brasil tivesse sido construída somente pelos europeus e seus descendentes. Imperadores, navegadores, bandeirantes, líderes militares entre outros foram sempre considerados heróis nacionais. Agora temos a valorização de um líder negro em nossa história e, esperamos, que em breve outros personagens históricos de origem africana sejam valorizados por nosso povo e por nossa história. Passos importantes estão sendo tomados neste sentido, pois nas escolas brasileiras já é obrigatória a inclusão de disciplinas e conteúdos que visam estudar a história da África e a cultura afro-brasileira.

domingo, 20 de maio de 2012

Zumbi - O grande rei dos Palmares

 Zumbi nasceu livre, no Quilombo dos Palmares, em 1655. Mas foi capturado por soldados e doado ao Padre. Antônio Melo, que o batizou com o nome de Francisco e lhe ensinou português e latim. Em 1670, fugiu da paróquia e retornou a Palmares,Tornou-se conhecido pela sua destreza e astúcia na luta, e já era um estrategista militar respeitado, quando chegou aos vinte e poucos anos. Por volta de 1678, o governador da capitania de Pernambuco, cansado do longo conflito com o Quilombo dos Palmares, se aproximou do líder Ganga Zumba, com uma oferta de paz. Foi oferecido liberdade para todos os escravos fugidos, se o Quilombo se submetesse à autoridade Portuguesa. Zumbi, não satisfeito, desafiou o líder Gonga Zumba, tornando-se o novo líder do Quilombo dos Palmares.
 Quinze anos após ter assumido a liderança, o bandeirante paulista, Domingos Jorge Velho foi chamado para organizar a invasão ao Quilombo. Em 6 de fevereiro de 1694, a capital de Palmares  foi destruída e Zumbi ferido. Apesar de ter sobrevivido, foi traído por Antônio Soares, um antigo companheiro.
 Apunhalado, resistiu aos ferimentos, mas foi morto com 20 guerreiros, quase dois anos depois, em 20 de novembro de 1695. Teve a cabeça cortada e levada ao governador Melo e Castro. Em Recife, sua cabeça foi exposta em praça pública, visando desmentir a crença da população sobre a lenda da imortalidade de Zumbi dos Palmares.
 Zumbi é considerado hoje um simbolo de resistência. Em 1995, a data da sua morte foi adotada como o dia da Consciência Negra.


 Brasil afro-brasileiro, cultura, história e memórias.Manuel Alves de Sousa, editora 1MEPH, Fortaleza 2008. Página 134.




Escrava Anastácia - Uma princesa negra de olhos azuis

 Anastácia  seria uma princesa Bantu, que veio da áfrica escravizada pra trabalhar em uma fazenda de Abaité, na Bahia.Outra versão diz que ela nasceu nessa fazenda em 1813, filha de uma escrava e de seu senhor de quem herdou os olhos azuis. Bonita e inteligente, era cobiçada por fazendeiros e feitores, ao mesmo tempo que era dotada de extraordinários domínios da oratória, estimulava outros escravos a lutarem pela sua liberdade.
 Por ter se recusado a casar com seu senhor, tamparam-lhe a boca com uma mordaça de folha- de flandres e lhe puseram uma gargantilha de ferro. Anastácia teria morrido em 1838 de grangrena, em consequência de torturas e maus tratos.

 Brasil afro-brasileiro, cultura, história e memórias. Manuel Alves de Sousa, editora 1MEPH, Fortaleza 2008. Página 128.